Buscando a profundidade do Eu na reflexão, na poesia, na arte e na natureza.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sonhando com Pessoa
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De Meu Jardim |
As lentas nuvens fazem sono
As lentas nuvens fazem sono,
O céu azul faz bom dormir.
Bóio, num íntimo abandono,
À tona de me não sentir.
E é suave, como um correr de água,
O sentir que não sou alguém,
Não sou capaz de peso ou mágoa.
Minha alma é aquilo que não tem.
Que bom, à margem do ribeiro
Saber que é ele que vai indo...
E só em sono eu vou primeiro.
E só em sonho eu vou seguindo.
(Poesias Inéditas - Fernando Pessoa)
Perséfone deixando-se ir...
sábado, 19 de junho de 2010
O Quadro
"Um homem havia pintado um lindo quadro.
E eles estão espalhados pela natureza, nesta nossa belíssima casa que é o planeta Terra.
Não enxergamos a beleza e a dádiva.
Não aprendemos nada com a simplicidade.
Tudo porque estamos de corações fechados!
Perséfone Hades (Bia Unruh)
sábado, 29 de maio de 2010
A Soma de todos os Talentos
A soma dos Talentos
Se a nota dissesse:
'Não é uma nota que faz uma música'.
...não haveria sinfonia.
Se a palavra dissesse:
'Não é uma palavra que pode fazer uma página'.
...não haveria livro.
Se a pedra dissesse:
'Não é uma pedra que pode montar uma parede'.
...não haveria casa.
Se a gota dissesse:
'Não é uma gota que pode fazer um rio'.
...não haveria oceano.
Se o grão de trigo dissesse:
'Não é um grão de trigo que pode semear um campo'.
...não haveria colheita.
Se o homem dissesse:
'Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade',
jamais haveria justiça e paz, dignidade
e felicidade na terra dos homens.
Como a sinfonia precisa de cada nota.
Como o livro precisa de cada palavra.
Como o oceano precisa de cada gota de água.
Como a casa precisa de cada pedra.
Como a colheita precisa de cada grão de trigo.
A humanidade inteira precisa de ti, pois onde
estiveres, és único e, por tanto, insubstituível.
Michel Quoist
Perséfone Hades (Bia Unruh) refletindo...
sábado, 3 de abril de 2010
Nuwanda: Máscara
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Poetas Brasileiros VIII - Lenine
Osvaldo Lenine Macedo Pimentel nasceu em Recife (02/02/1959), grande poeta e compositor do cancioneiro brasileiro.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei,a vida não para (a vida não para não... a vida
não para)
Precário, provisório, perecível;
Falível, transitório, transitivo;
Efêmero, fugaz e passageiro
Eis aqui um vivo, eis aqui um vivo!
Impuro, imperfeito, impermanente;
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo
Eis aqui um vivo, eis aqui…
E apesar…
Do tráfico, do tráfego equívoco;
Do tóxico, do trânsito nocivo;
Da droga, do indigesto digestivo;
Do câncer vil, do servo e do servil;
Da mente o mal doente coletivo;
Do sangue o mal do soro positivo;
E apesar dessas e outras…
O vivo afirma firme afirmativo
O que mais vale a pena é estar vivo!
É estar vivo
Vivo
É estar vivo
Não feito, não perfeito, não completo;
Não satisfeito nunca, não contente;
Não acabado, não definitivo
Eis aqui um vivo, eis-me aqui.
Eu não dou de comer a cachorro raivoso
Eu não morro de raiva
Eu não mordo no nervo dormente
Eu posso até não achar o seu coração
E talvez esquecer o porquê da missão
Que me faz nessa hora aqui presente
E se a minha balada na hora h
Atirar para o alvo cegamente
Ela é pontiaguda
Ela tem direção
Ela fere rente
Ela é surda, ela é muda
A minha bala, ela fere rente
Eu não alimento nenhuma ilusão
Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente
Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente
E se a minha balada na hora então
Errar o alvo na minha frente
Ela é cega, ela é burra
Ela é explosão
Ela fere rente
Ela vai, ela fica
A minha bala ela fere rente
Não soubesse
Prá que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor
Que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão...
Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou...
É como se a gente
Pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração...
Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Nem me avisou!
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou..
domingo, 14 de março de 2010
Poetas Brasileiros VII - Martinho da Vila
Tribo dos Carajás
Tribo dos carajás
Noite de lua cheia
Aruanã!
Menina moça é que manda na aldeia
A tribo dança e o grande chefe pensa
Em sua gente
Que era dona deste imenso continente
Onde sonhou sempre viver da natureza
Respeitando o céu
Respirando o ar
Pescando nos rios
E com medo do mar
Estranhamente o homem branco chegou
Pra construir, pra progredir, pra desbravar
E o índio cantou
O seu canto de guerra
Não se escravizou
Mas está sumindo da face da Terra
Aruanã! Aruanã açu
É a grande festa
De um povo do alto - Xingu
Tribo Onde o Brasil aprendeu a liberdade
Combatendo em Guararapes
Entre flechas e tacapes
Facas, fuzis e canhões
Brasileiros irmanados
Sem senhores, sem senzala
E a Senhora dos Prazeres
Transformando pedra em bala
Bom Nassau já foi embora
Fez-se a revolução
E a festa da Pitomba é a reconstituição
Jangadas ao mar
Pra buscar lagosta
Pra levar pra festa
Em Jaboatão
Vamos preparar
Lindos mamulengos
Pra comemorar a libertação
E lá vem maracatu
Bumba-meu-boi, vaquejada
Cantorias e fandangos
Maculelê, marujada
Cirandeiro, cirandeiro
Tua hora é chegada
Vem cantar essa ciranda
Pois a roda está formada
Ô cirandeiro
refrão:
Cirandeiro, cirandeiro ó
A pedra do teu anel
Brilha mais do que o sol
Tem a sua primazia
Em gozar de felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos heróis da liberdade
Passava noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia o fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria, com sabedoria
Deu sua decisão
Com flores e alegria
Veio a abolição
A independência Laureando
O seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Essa brisa que a juventude afaga
Essa chama
Que o ódio não apaga pelo universo
É a evolução em sua legítima razão
Samba, ó samba
Tem a sua primazia
Em gozar de felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos heróis da liberdade
Ô, ô, ô, ô
Liberdade senhor!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Reflexões - Saint-Exupéry 3
domingo, 31 de janeiro de 2010
Templo Holográfico
Quero compartilhar com vocês o conhecimento pequeno sobre a geometria sagrada. Espero que lhes seja útil como o é para mim.
O Que é um Templo Holográfico? Um Templo Holográfico é um vórtice de energia universal que tem a capacidade de transmutar a atmosfera astral da zona na qual se instala. Este vórtice é criado pela seqüência holográfica de pirâmides entrelaças, gerada pelo símbolo de seis raios. Clarividentemente aparece como uma seqüência de cristais etéricos multicolorida que se eleva até o céu e que emite um pulsar especial que pode ser captada por qualquer pessoa como uma fina vibração em todo o corpo. Este templo pode ser visualizado como um eixo central que nasce do ponto central da figura de seis raios perpendicularmente ao piso, como um pilar de luz, ao redor da qual se tece toda uma rede piramidal complexa que canaliza o fluxo universal e o faz contra-rotar gerando arco-íris astrais. Este símbolo gigante funciona como um ventilador de energia que recicla toda a energia astral e mental densa, gerada por milhões de pensamentos e ações inconscientes Pouco a pouco, e de forma imperceptível, atua elevando a vibração circundante suavemente e por oitavas. Seu efeito se vê e sente à medida que passam os dias e meses desde sua instalação, gerando uma atmosfera de paz, onde as pessoas se sentem mais felizes. Portanto é indispensável que cada cidade neste planeta tenha pelo menos um Templo Holográfico cumprindo essa função. Fabricá-lo é muito fácil e divertido e pode ser realizado de diferentes maneiras criativas. Como se desenha esta figura? Primeiro, devemos aprender como se desenha esta figura. Podemos fazê-la com papel, lápis e um compasso. Depois, podemos aprender a desenhá-la em tamanho maior com estacas e um barbante preparado com pó colorido, técnica que é usada na construção para definir as linhas de um muro, por exemplo.
Desenhamos um círculo com o compasso, marcamos o ponto médio exato desta circunferência e traçamos o diâmetro. Isto vai nos mostrar os pontos de contato deste diâmetro com a linha do círculo.
A partir destes pontos, com o mesmo raio, traçamos a semi-circunferência para encontrar os pontos eqüidistantes e poder desenhar os triângulos eqüiláteros que dão origem a uma estrela de seis pontas.
Desde cada vértice desta estrela de seis pontas, podemos desenhar a projeção de duas linhas que vão nos servir apenas para desenhar as linhas correspondentes a cada trio de raios. Devemos notar que o raio obtido tem um ângulo específico que devemos variar ligeiramente, estendendo as linhas paralelas.
O raio obtido tem o ângulo mais agudo, mas o paralelismo das linhas maiores se mantém. Este detalhe é importante quando se faz o desenho gigante no piso, pois de pé ao lado de uma figura gigante, perde-se a perspectiva e deve-se saber o que se está buscando fazer, praticando isto várias vezes no papel antes de fazer este desenho simples, obtido exatamente de forma complexa. Então, repetimos esta operação em ordem até obter o resultado final do desenho de seis raios, com três para um lado e três para o outro, de modo que formem esta figura que é capaz de gerar uma seqüência de Merkabas Holográficas. Para não nos confundirmos, é bom desenhar os três raios correspondentes ao selo ativador primeiro e depois os outros três opostos que são desenhados a partir dos vértices do outro triângulo eqüilátero.
Esta operação é o segredo para que a figura gigante não só gere uma Merkaba concentrada, mas que ao variar o ângulo, a energia se projeta para fora, e obtemos uma seqüência fractal sucessiva de Merkabas cada vez maiores. Podemos visualizar isto como um cone de luz que se projeta para cima no céu. Esta complicação geométrica é necessária se queremos pintar esta figura no asfalto de um pátio ou se queremos fazer um Templo Holográfico gigante com linhas de cimento, mas se queremos fazer esta figura com pedaços de madeira pintados ou bambu, basta cortar 12 pedaços de um tamanho grande e seis de um tamanho menor, quase como menos da metade das peças maiores. Acoplamos os pedaços de madeira para que façam esta figura e o resultado será o mesmo, pois o que tem o poder de transmutar é a figura complexa de seis raios de ângulos agudos. Vale a pena fazermos esse experimento por nós mesmos e comprovar se conseguimos sentir essa vibração sutil. Entretanto, mesmo para esse método simples, é necessário pelo menos desenhar a estrela de seis pontas para saber onde está o centro exato e onde começa e termina cada raio
Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/limpador_astral.htm
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Perséfone Hades (sempre buscando...)